Em 1922, reiniciaram-se os trabalhos de construção da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), paralisada em 1914 (época da Primeira Guerra Mundial), na localidade de Cachoeira Escura, atual Perpétuo Socorro. Após alguns anos de trabalho, no dia 7 de julho de 1924, foi inaugurada a Estação do Calado. Os mesmos trabalhadores que construíram a estrada de ferro ergueram, em 1929, a primeira igreja da cidade, dedicando-a a São Sebastião, consolidando-o como santo padroeiro do lugar.
Na mesma época, em 07 de setembro de 1923, pela Lei Estadual Nº843, a povoação de Santo Antônio passa a denominar-se Melo Viana. Em 1933, o Cartório do Melo Viana é transferido para o Calado, isso devido às dificuldades de percurso até ao Melo Viana, que era feito à pé, obrigando o escrivão José Zacarias Roque a carregar pesadas pastas para desenvolver seu trabalho. A partir deste acontecimento, a sede do distrito passa ser oficialmente o Calado.
Em 1936, instala-se no Calado um escritório da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, sob a superintendência do Dr. Joaquim Gomes da Silveira Neto. Aqui, a empresa centraliza um grande negócio de exploração de madeira e produção de carvão em toda a região do rio Doce. O objetivo da produção era alimentar os fornos de sua siderúrgica em João Monlevade.
A essa companhia deve-se o impulso inicial da cidade como núcleo urbano organizado. Ruas foram abertas e construções de vários tipos iniciadas, especialmente as primeiras casas de alvenaria. É desse período o Hospital Siderúrgica, construído pela empresa para assistir os seus funcionários aqui sediados numa época de grande incidência de febre amarela e outros males típicos das regiões tropicais.
Em 1944, com a instalação da Companhia de Aços Especiais Itabira (Acesita) na região, Coronel Fabriciano recebeu o grande impulso que transformou o distrito no grande município de hoje.
Em 15 de agosto de 1948, o Curato de São Sebastião é elevado à categoria de Paróquia, primeira instituição religiosa do Vale do Aço, data também da chegada dos primeiros missionários redentoristas, padre André Van Der Arendt e padre José Gonçalves da Costa, que se responsabilizaram pelos trabalhos pastorais de toda a região. Esta mesma congregação foi, a partir de 1968, responsável pelo primeiro sistema de transmissão radiofônica do Vale do Aço, a Rádio Educadora.