A CANOA

HISTÓRIA


No início do século XX, as canoas e as tropas eram os principais meios de transporte da região do Vale do Aço.

Especificamente, as canoas eram o único meio responsável por buscar sal no litoral do Espírito Santo para o abastecimento da população urbana e rural, ao longo dos vales dos rios Doce e Piracicaba. A partir de meados da década de 1920, com a inauguração da Estrada de Ferro Vitória a Minas, os trens substituíram essas embarcações nesse serviço.

Havia portos de atracagem em diversos pontos, onde o sal era transferido para tropeiros. Um desses portos localizava-se à margem esquerda do Rio Piracicaba, em frente ao atual o bairro Cachoeira do Vale, em Timóteo. Daquele ponto, o mineral era transportado em lombo de burro para Ferros e outras localidades, passando pela Serra dos Cocais.

Existiam embarcações de diferentes tamanhos. Algumas medindo até 13 metros de comprimento, chegavam a transportar uma tonelada de mercadorias. Também transportavam pessoas, inclusive fazendo travessias de rios.

Este exemplar mede 12,80m de comprimento e 80cm de largura. Produzida com técnica indígena, integra o acervo do Museu José Avelino Barbosa. Foi encontrado em dezembro de 2011, no leito do rio Piracicaba, em frente ao bairro Dom Helvécio (Prainha), após um longo período chuvoso. Com o baixar das águas, a canoa veio à tona sendo retirada por populares que a venderam para um clube de um município próximo. Reconhecido como bem arqueológico, e por isso sujeito à legislação específica, um grupo de fabricianenses, que incluía rotarianos, se organizou para trazêla de volta, entregando-a aos cuidados do Museu Histórico “José Avelino Barbosa”.